Pequenos hábitos podem fazer mais diferença do que pensamos.
Beber água suficiente nem sempre é fácil. Muitas vezes a sede aparece tarde e, outras vezes, confundimo-la com cansaço, fome, dor de cabeça ou irritação. E, mesmo assim, muita gente vive ligeiramente desidratada sem dar por isso.
Podemos aguentar semanas sem comida, mas apenas poucos dias sem água. Depois do oxigénio, é provavelmente a coisa mais importante de que o corpo precisa para continuar a funcionar bem.
Segundo a Organização Mundial da Saúde e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, a água é essencial para regular a temperatura do corpo, transportar nutrientes, apoiar a digestão e manter o cérebro a funcionar bem.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde também recomenda uma hidratação regular ao longo do dia, especialmente em períodos de calor, exercício físico ou doença.
O corpo humano é feito maioritariamente de água.
Ela está no sangue, nos músculos, no cérebro, na pele. Ajuda a regular a temperatura, transporta oxigénio e nutrientes, protege articulações e permite que o organismo funcione como deve ser.
Quando falta água, mesmo que seja pouco, começamos a sentir diferenças.
Nem sempre são grandes. Muitas vezes são pequenas coisas:
Segundo a European Hydration Institute, “mesmo níveis ligeiros de desidratação podem afetar o humor, a energia e a capacidade de concentração”.
É por isso que, muitas vezes, não estamos apenas cansados. Podemos estar simplesmente a precisar de beber água.
Esta é a pergunta que quase toda a gente faz.
Mas não há uma resposta igual para todos.
A ideia dos “2 litros por dia” pode ser útil como referência simples, mas não funciona da mesma forma para toda a gente.
Uma pessoa que passa o dia sentada num escritório, no inverno, não tem as mesmas necessidades de alguém que trabalha ao sol, faz exercício ou vive dias de muito calor.
A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos recomenda, em média:
Mas esta quantidade inclui não só a água que se bebe, mas também a água presente nos alimentos.
Fruta, sopa, legumes, chá, leite e iogurte também contam.
Nem sempre é preciso esperar pela sede.
O corpo costuma dar outros sinais antes:
Se reconhece vários destes sinais ao mesmo tempo, talvez o corpo esteja a pedir mais água.
Não é preciso andar com uma garrafa de dois litros atrás de si nem instalar uma aplicação para contar copos.
Pequenos hábitos costumam funcionar melhor:
O importante não é a perfeição.
É a regularidade.
Segundo a Direção-Geral da Saúde, a desidratação “pode ser responsável por sintomas como dores de cabeça e cansaço”, afetando também “a capacidade de concentração, atenção e memória”. Às vezes não estamos apenas cansados — talvez estejamos mesmo a precisar de beber mais água.
O investigador Lawrence Armstrong, professor da University of Connecticut e uma das principais referências na área da hidratação, explica que a sensação de sede costuma aparecer quando já existe um ligeiro nível de desidratação.
Ou seja: quando sentimos sede, o corpo pode já estar a dar sinais de que precisa de mais água.
Se beber água suficiente é importante, então há outra pergunta que faz sentido: porque é que, mesmo sabendo isto, continuamos a ignorar os sinais?
É isso que vamos explorar no próximo artigo: Pequenos sinais de desidratação que muitas vezes ignoramos.
Este artigo não substitui aconselhamento médico.
Se sentir tonturas frequentes, desidratação persistente, dificuldade em urinar ou outros sintomas que não melhoram, o melhor é falar com um profissional de saúde.
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